segunda-feira, 12 de março de 2012

Essa redescoberta da solidão tão cotidiana e inevitável me impressiona pela sutileza. É um prazer confuso, forte. Quase como um sei lá o quê. Minhas nuances agora no caminho da harmonia estão ficando um tantinho enfadonhas.
É o dia a dia, meu bem.
É o passo a passo.
É a ansiedade perto do zero.
É a ausência de perturbação.
É a felicidade enfim?
É a felicidade em fim?
Inevitável trazer Chico à tona num dia como esses... 


"Hoje topei com alguns
conhecidos meus
Me dão bom-dia [bom-dia], cheios de carinho;
dizem para eu ter muita luz
e ficar com Deus
Eles têm pena de eu viver sozinho

Hoje a cidade acordou
toda em contramão
Homens com raiva,
buzinas, sirenes, estardalhaço
De volta à casa, na rua
recolhi um cão
que, de hora em hora, me arranca um pedaço

(...)

Hoje o inimigo veio,
veio me espreitar
Armou tocaia lá
na curva do rio
Trouxe um porrete, um porrete a "mode" me quebrar
mas eu não quebro não, porque sou macio, viu?"

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sabe aqueles dias em que você acorda ouvindo Noel Rosa? Fala que um dia desses não tem tudo pra ser ESPETACULAR?!
Em Belo Horizonte faz sol, tem um céu lindo e sem nuvens bem em cima da minha cabeça, e dentro dela um milhão de pensamentos que se resumem num só trecho de uma das minhas preferidas do Noel: "Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar..."!
Porque é indo que se vai!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E o que é a noite, senão a morte? Magnífica possibilidade de ressurreição a cada dia! Magnífica! Milhares de pequenas mortes em uma vida só.
Matemos a vida de hoje, hoje!
Cortemos-lhe a cabeça!
Ô ingenuidade essa de achar que vivemos um contínuo...
Insistentemente bate à porta um pensamento questionador, mas hesito em compartilhar. Nada sobre morte e vida ou nada disso... Em partes, o que questiono é a cópia.
Conscientemente eu não gosto da repetição. Mas me repito, me repito, me repito...
Até quando plagiarei minhas próprias obras?
A rejeição já é um começo.