segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ah, que saudade daquele que está em outro estado... Sólido, talvez. O meu é líquido, e me esparramo! Acho que foi o calor que me derreteu.

terça-feira, 20 de março de 2012

Tem um quê de alegria contida, camuflada nessa cara de dúvida.
Essa marra toda que não deixa denunciar o que tá explodindo lá dentro.
Guarda isso aí, menina!
Deixa escapar não!
E pensa baixo que é pra ninguém desconfiar.
Deixa vir devagarzinho, e quando reparar: Oh!
Aí é só curtir o abraço apertado e o beijo de bom dia.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Essa redescoberta da solidão tão cotidiana e inevitável me impressiona pela sutileza. É um prazer confuso, forte. Quase como um sei lá o quê. Minhas nuances agora no caminho da harmonia estão ficando um tantinho enfadonhas.
É o dia a dia, meu bem.
É o passo a passo.
É a ansiedade perto do zero.
É a ausência de perturbação.
É a felicidade enfim?
É a felicidade em fim?
Inevitável trazer Chico à tona num dia como esses... 


"Hoje topei com alguns
conhecidos meus
Me dão bom-dia [bom-dia], cheios de carinho;
dizem para eu ter muita luz
e ficar com Deus
Eles têm pena de eu viver sozinho

Hoje a cidade acordou
toda em contramão
Homens com raiva,
buzinas, sirenes, estardalhaço
De volta à casa, na rua
recolhi um cão
que, de hora em hora, me arranca um pedaço

(...)

Hoje o inimigo veio,
veio me espreitar
Armou tocaia lá
na curva do rio
Trouxe um porrete, um porrete a "mode" me quebrar
mas eu não quebro não, porque sou macio, viu?"