terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Naqueles momentos ela sentia o quanto valiam a pena esses instantes de nada.
Esses nadismos que enfeitam a nossa vida de coisa nenhuma e fazem bonitezas sem pretensão!
Quando por um acaso ouvia uma palavra torta ou via um olhar atrapalhado ou percebia o silêncio entre pensamentos desencontrados ou imaginava qualquer outro gesto ou sinal deste ou daquele ou de si própria ou isto ou aquilo ou qualquer coisa de coisa nenhuma, pronto! Bastava uma faísca pra brotar como cachoeira o riso desinibido!
Ah, as crises de riso nos momentos inoportunos...
Um rir de nada incontrolavelmente, sem pecado e sem perdão!
E sem folego até!
Saborear essas alegrias inúteis...  Ela sabia o quanto valiam a pena esses instantes de nada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário