Revoltava-se. Embora não fosse aquilo que deveria dizer, era o que diria.
Revoltava-se contra o que deveria dizer, contra o que queriam que dissesse e, ainda que quisesse dizer o que queriam, revoltava-se, e dizia o que não queria dizer.
Não estava feliz. Ou padecia de uma felicidade inadaptada, inadequada.
E quem poderia afirmar com certeza?
Revoltava-se, porque, apesar de ver-se morta, em algum lugar pulsava a vida que lhe fugiu.
Hoje era menos um.
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